Dia V – O Bicho de sete cabeças
Primeiro vou contar como foi o meu, depois faço comentários a respeito.
Chegada em São Paulo – SP: 10:30AM
Minha entrevista estava marcada para 12:00, cheguei na porta do consulado 11:45.
Fiquei na fila para entrar no consulado mais ou menos uns 45 minutos. O carinha lá fora confere os formulários e pronto, entrei no tal consulado. Uma moça simpática que estava no detector de metais perguntou se tinha algum eletrônico ou algo do tipo, respondi que não e entrei (estava sem bolsa, só com os papéis).
O guarda falou para seguir as setas até o fim das mesmas. Segui as tais setas e cheguei em um pátio com aproximadamente 400 pessoas, até o presente momento, e sentei em um banco.
Passou um moço verificando os formulários, dizendo o que precisava ser completado neles e recebi uma senha. Número 480. Olhei para o painel das senhas e vi que estava no 235 mais ou menos. Pensei: “Pããããtz, vai demorar!”.
Primeira fila em pé: Pré-entrevista. A mulher pede apenas o passaporte e os formulários, e manda esperar no meio do pátio para tirar as impressões digitais.
A chamada para as impressões não é por ordem de número, são alternadas, acredito que tenha um critério de tipo de visto para chamar a senha, ela pode chamar o 435, o 501, e o 457, mas isso não muda o fato de que sua senha no painel para a entrevista é 480(no caso o meu).
Foi a parte que mais demorou. Enfim fui chamada para o guichê 6 para tirar as impressões, era uma morena que falava como mexicana, ou sei lá de onde ela vinha, algo praqueles lados. Tirei as impressões e fui esperar na lanchonete, pois no painel ainda estava na senha 350. Lá, comi a pior esfiha que já vi na vida, sério, a dica mais importante que dou é: NÃO COMA SALGADO DA LANCHONETE DO CONSULADO, parecia uma pedra e era menor que a palma da minha mão, não vale quase R$4, não mesmo. Liguei para os meus pais do orelhão ao lado da lanchonete e avisei que em uma hora eu estaria com eles.
Voltei para o pátio e sentei, na esperança que aquelas senhas, que agora já estava no 405 passassem rápido e eu pudesse acabar com aquela espera, que é o mais torturante.
A partir daí os números passavam como segundos. Nessa hora que me bateu o primeiro sintoma de preocupação, não de ser negado, mas que finalmente aquela espera irritante estaria chegando ao fim. Pi, pi, pi, pi (imagine o barulho do painel mudando de numero).
Senha: 480. Guichê: 14.
Uma morena americana pediu para entregar os formulários, passaporte e pegar o telefone. Feito, tirei o telefone e “Boa tarde”. Depois disso foi tudo em inglês.
C: Cônsul.
N: Acho que vai ajudar a melhorar meu inglês, a amadurecer e provavelmente me ajudar profissionalmente.
C: O que vc faz de faculdade?
N: Turismo e Hotelaria.
C: Quando vai terminar?
N: Em 2010.
C: O que seus pais fazem?
N: Os dois são advogados.
C: Ok, seu visto foi concedido, pague a taxa e volte aqui.
Agora, vamos aos comentários e dicas.
Acredite, não é um bicho de sete cabeças. É simples, só é demorado. Filas, espera, calor, esfihas ruins, enfim, tenha todos os documentos necessários a mão e tenha em mente que não é caso de vida ou morte, você precisa daquilo para uma viagem, mas é muito mais fácil e confortante ir com a cabeça relaxada e certa de suas intenções que tudo dá certo.
Desejo boa sorte a todas que terão seu DIA V e estou disposta a tirar qualquer dúvida e/ou ouvir desabafos. Tentarei ajudar da maneira que for possível. :)